Quando nos detemos nos defeitos e faltas dos outros, o espelho de nossa mente reflete-os, de imediato, como que absorvendo as imagens deprimentes de que se constituem , pondo-se nossa imaginação a digerir essa espécie de alimento, que mais tarde se incorpora aos tecidos sutis de nossa alma.
Com o decurso do tempo nossa alma não raro passa a exprimir, pelo seu veículo de manifestação, o que assimilara fazendo-o seja pelo corpo carnal entre os homens, seja pelo corpo espiritual de que nos servimos, depois da morte.
É por esta razão que os censores do comportamento alheio acabam, praticando as mesmas ações que condenam no próximo, porquanto, interessados em descer às minúcias do mal, absorvem-lhe inconscientemente as emanações , surpreendendo-se, um dia, dominados pelas forças que o representam.
Pensamento e Vida - F.C.Xavier - Emmanuel
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